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A fórmula secreta da Coca-Cola


Nos estudos das Comunicações Sociais a gente aprende que há basicamente duas vertentes para se propagar uma marca, produto ou idéia: Ou você é racional ou é emocional. A Hyundai, por exemplo, em muitas de suas propagandas afirma estar no topo de rankings mundiais ou que um de seus carros foi escolhido por revistas especializadas como sendo o melhor da categoria, seja pelo seu design, pelo conforto, pela economia de combustível, pelas peças exclusivas e de melhor qualidade, etc. Esse é um exemplo de propaganda racional, uma vez que ela lhe apresenta fatos. Sabemos que essas informações são reais e podemos notá-las ao comprar o veículo. Por outro lado, numa outra oportunidade, a mesma Hyundai pode abrir mão da ênfase racional e “apelar” para uma publicidade mais emocional. Nada de anúncios como “roda de liga leve vindas de fábrica”, mas uma chamada com: “O carro do futuro que vai revolucionar sua vida”, ou algo parecido.

Não me recordo de uma propaganda da Coca-Cola com o teor: “Tome Coca-Cola por que contém menor índice de gorduras trans”. Não se tem notícia de algo puramente racional nas peças publicitárias da “pretinha”, mas ao longo da sua história ela usa e abusa da emoção. De tão insistente, em alguns casos o apelo chega a ser cansativo, irritante e chato, mas em nada errado. Muito pelo contrário. Afinal, que pontos racionais positivos poderiam ser acrescentados numa propaganda de refrigerante? Que causa gastrite e obesidade? Certamente não anunciariam isso. Logo, a Coca-Cola acerta em cheio ao usar e abusar da emoção.

Esse pensamento nos leva a várias implicações, mas vamos nos deter apenas nesta: “Não importa quão ruim seja o seu argumento. Importa saber como apresentá-lo”. A Coca-cola segue uma linha singular nesse ramo, eu diria. Ela usa um argumento emocional forte agregado a uma boa peça publicitária, o que torna isso tudo genial e, sobretudo, eficaz. Essa é a fórmula que você realmente precisa saber.

A agência SANTO, de Buenos Aires (Argentina), fez uma das mais recentes peças publicitárias para a Coca-Cola. Conseguiram uma pesquisa demonstrando que no mundo há mais soluções do que problemas, que as coisas boas acontecem a todo o momento e que tudo pode mudar para melhor. A essa informação eles agregaram a música “Whatever” da banda Oasis. Achando pouco, ainda incrementaram com um coral de crianças cantando.

Tudo isso para apresentar um argumento que nada tem a ver com o refrigerante que vai ser vendido: “Existem razões para acreditar: os bons são maioria”. É realmente emocionante. Sentimos uma vontade arrebatadora de enviar o vídeo para todos os nossos contatos e amigos (ou falar dele num blog) pelo simples fato dele ser emocionante e nos “tocar” profundamente. É aí onde está a chave do monopólio “cocacoliano”, por assim dizer: Numa aplicação psicológica que dá muito certo.

Ao assistir o comercial (abaixo), perceba que o argumento não tem absolutamente nada a ver com a utilidade do refrigerante. Que relação há entre “para cada pessoa falando que as coisas vão piorar, existem 100 casais planejando se casar” e o meu ato de tomar uma Coca-Cola geladinha? Contudo, relembrem da máxima que citei: “Não importa quão ruim seja seu argumento. Importa saber como apresentá-lo”. E eles sabem exatamente como lhes apresentar. Conhecem o “ponto G” da publicidade.

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Publicado por em junho 29, 2011 em Sem categoria

 

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